Os chamados cafetões, gigolôs e rufiões são pessoas que tiram proveito da prostituição alheia, obtendo lucro ou se sustentando pela exploração das vítimas.
O rufianismo é crime e está previsto no artigo 233 do Código Penal com pena de 1 a 4 anos de reclusão.
No Brasil o rufianismo se apresenta, geralmente, na forma de casas de massagens ou em residências que aparentemente são normais, mas que por trás esconde-se um verdadeiro comércio de prostituição.
Algumas casas oferecem jovens disfarçadas de simples acompanhantes para homens "solitários" mas que todos sabem que é para práticas sexuais.
Pelas ruas, principalmente nos centros das cidades, vê-se jovens andando em suas minúsculas roupas em qualquer hora do dia e que levam os homens para seus cubículos para a prática sexual. A maioria dessas pessoas que se prostituem tem um rufião por trás delas. Isso quer dizer que a vítima vende seu corpo e parte do lucro vai diretamente para o bolso do cafetão. Pior, às vezes as vítimas do rufianismo, sequer ficam com algum dinheiro, pois o rufião alega já lhes dá abrigo e comida e isso faz com que ainda que queiram sair da vida que estão não conseguem por não terem nenhum modo de sobrevivência.
É muito natural ainda, que as drogas estejam envolvidas nesse contexto. O próprio rufião oferece drogas e faz disso um meio de ter as jovens sob controle, pois vira-se um círculo vicioso. As vítimas precisam das drogas e para pagá-las precisam se prostituir. O rufião arruma os clientes e fica com todo o dinheiro para sí.
Uma realidade triste e suja que absurdamente parece não ter autoridades suficientes ou de interesse para acabar com esse crime.