Discutir pornografia não é uma tarefa fácil, pois a pornografia pode estar nos olhos de quem a vê, ou seja, o que para uns é pornografia, para outros não.
Talvez a melhor forma de definir a
pornografia seja diferenciar o que é erótico e o que é obsceno. Auguste
Rodin, traz em suas esculturas como “Danaíde”, “Andromeda”, “O beijo” e
“A valsa”, um festival de erotismo que nos deixa sem fôlego ao olhar
tanta beleza. Longe de haver uma excitação sexual ao olhar para a sua
obra.
Mas existem materiais que são explícitos e que a intenção é sempre despertar fortes sentimentos sexuais, quando não, chocar.
Um filme pornográfico, por exemplo, tem sempre esse apelo. Um filme erótico, não.
A pornografia deve ser crime quando envolve crianças. Deve ser crime quando uma mulher é forçada a fazer o que não quer. Deve ser crime quando envolve animais.
Ela interfere, por exemplo, quando um homem
somente consegue ter relações com sua mulher se assistir a um filme
pornográfico antes ou durante o sexo. Tem homem que se vicia nisso e,
isso sim, pode ser um problema para o relacionamento.
Nem por isso
os materiais precisariam ser proibidos, precisam sim, serem
controlados. Se alguém quer se mostrar e tem gente para espiar, que
seja.
Mas o lado feio e chocante dessa realidade é a pornografia infantil. Essa sim, deve ser combatida com unhas e dentes.